terça-feira, 29 de setembro de 2009

O direito a educação



O direito a educação deve assumir uma análise mais profunda. O direito deve garantir a inserção, questionado as políticas e a organização da educação especial, regular e do conceito de integração. Ou seja, considera-se um sistema educacional onde todas as necessidades dos sujeitos sejam reconhecidas e categorizadas como essenciais no momento de estruturação.

Discussão e apresentação de um conceito de “escola” em a valorização dos conhecimentos, do histórico, das necessidades, do “entretanto” de cada aluno é vital, promove a negação da exclusão. Entende-se então, que a formação de um novo paradigma seja proposta. O intuito central seria a de envolver a realidade social a realidade educativa.

É conveniente lembrarmos, que estamos em uma sociedade excludente e seletiva. E desse modo, a escola encontra-se dentro dessa circunstância, específica para lidar com a homogeneidade. A escola que pretende igualar os conhecimentos e os alunos dificulta o enxergar das singularidades inerentes do ser humano.

A falta de vontade de mudança, só desmobiliza e representa a resistência à inclusão. Os motivos são inúmeros, na maioria, inconsistentes e relacionados ao preconceito. Isto posto, o parecer do grupo destina-se ao fim da concepção de normalidade e padronização, em busca de uma escola inclusiva, que a valorize a diferença.




Danielle Barreto Patrocinio




  • Para quem se interessar mais no assunto, veja o filme " A cor do paraíso", que explica a fragilidade como o tema deficiência ainda ecoa nas pessoas.


AS PEDAGOGIAS DO "APRENDER A APRENDER" E ALGUMAS ILUSÕES DA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO

AS PEDAGOGIAS DO “APRENDER A APRENDER” E ALGUMAS ILUSÕES DA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO.

NEWTON DUARTE

Newton Duarte analisa quatro posicionamentos valorativos diante do lema “aprender a aprender”, ou seja, aprender fazendo. O primeiro diz que são mais desejáveis as aprendizagens que o indivíduo realiza por si mesmo. Aprender sozinho contribuiria para o aumento da autonomia. O segundo diz que é mais importante o aluno desenvolver um método de aquisição, elaboração, descoberta, construção de conhecimentos do que aprender conhecimentos que foram descobertos por outros. O terceiro posicionamento é o de que a atividade do aluno, para ser educativa, deve ser impulsionada e dirigida pelos interesses e necessidades da própria criança. Já o quarto posicionamento é o de que a educação deve preparar os indivíduos para acompanharem a sociedade em acelerado processo de mudança. Na nossa sociedade capitalista, o lema “aprender a aprender” sintetiza uma concepção educacional voltada para a formação da capacidade adaptativa dos indivíduos. Aos educadores caberia conhecer a realidade social não para fazer críticas a ela e construir uma educação comprometida com a transformação social, mas sim para saber quais competências a realidade social está exigindo do indivíduo.
Newton Duarte defende a idéia de que a sociedade do conhecimento nada mais é do que o capitalismo que se “renova” para se fortalecer e explicita cinco ilusões da assim chamada sociedade do conhecimento:
1°- O conhecimento nunca esteve tão acessível como hoje;
2°- A capacidade para lidar de forma criativa com situações singulares no cotidiano é muito mais importante que a aquisição de conhecimentos teóricos;
3°- O conhecimento não é a apropriação da realidade pelo pensamento mas uma construção subjetiva resultante de processos semióticos intersubjetivos nos quais ocorre uma negociação de significados;
4°- Os conhecimentos têm todos o mesmo valor;
5°- O apelo à consciência dos indivíduos constitui o caminho para a superação dos grandes problemas da humanidade.
Entretanto, o autor deixa claro que o combate às ilusões não é suficiente para transformar a realidade que as produz.

Acesse


"Uma comunidade acessível para inclusão e integração social. Faça parte e conheça mais sobre o universo dos deficientes e atletas paraolímpicos brasileiros."


Este é o convite feito no site de relacionamentos Acesse criado com o intuito de ser uma comunidade acessível "para o deficiente, para cegos, quebrados, os ditos normais", de acordo com o próprio site.


É o primeiro site do mundo criado para acolher pessoas com necessidades especiais nessas redes sociais que estão cada vez mais populares. Pode ser de grande utilidade para idosos também.


Um dos grupos mais envolvidos e animados com esse novo site são os atletas paraolímpicos que poderão se comunicar em qualquer parte do mundo com quem quiserem.


Um exemplo, são softwares como o Jaws e o DOSVOX, capazes de ler o texto que está na tela para deficientes visuais.


No Acesse pode se postar videos, fotos e convidar amigos a participar da sua rede social como outros sites de relacionamento.




Deficiências- Mario Quintana

‘Deficiente’ é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
‘Louco’ é quem não procura ser feliz com o que possui.
‘Cego’ é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
‘Surdo’ é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
‘Mudo’ é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
‘Paralítico’ é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
‘Diabético’ é quem não consegue ser doce.
‘Anão’ é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
‘Miseráveis’ são todos que não conseguem falar com Deus.
‘A amizade é um amor que nunca morre.'

Fonte: Livro: "Mario Quintana:Poesia Completa"

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Produção de texto

A Revista Nova escola publicou um guia organizado em dez capítulos com mais de 120 links para reportagens, vídeos, planos de aula, entrevistas, artigos, citações e portfólios.

http://revistaescola.abril.com.br/producao-de-texto/

Infância e educação inclusiva


Infância e educação inclusiva

Vania Carvalho de Araújo

Resumo:
Este artigo propõe algumas reflexões que interpelam o reconhecimento e a inclusão da infância como categoria social nos debates sobre educação inclusiva. Destaca-se, portanto, a necessidade de (re)significar discursos e práticas que incluam, de fato, a infância e a criança nos diferentes tempos e espaços escolares, possibilitando a sua participação na construção de um mundo compartilhado.

Palavras-chave:
Infância. Educação Inclusiva. Crianças. Professora

Domínio público


COMO UTILIZAR AS TECNOLOGIAS NA ESCOLA


COMO UTILIZAR AS TECNOLOGIAS NA ESCOLA

Autor: José Manuel Moran

Nos dias atuais, com a democratização do acesso à informação, esse tem crescido cada vez mais entre as pessoas, porém não se pode confundir mais informação com mais conhecimento, é necessário organizar as informações para transformá-las em conhecimento, do contrário serão apenas um emaranhado de informações confusas e dispersas. As tecnologias entram em cena para ajudar nessa organização.

Na escola a internet está se tornando uma mídia fundamental de pesquisa, nesse contexto o professor tem o importante papel de incentivar os alunos a serem críticos tendo critérios na escolha de sites, saber comparar diferentes textos, entre outros, assim os alunos, dificilmente, se acomodarão nos primeiros resultados de uma pesquisa.

As tecnologias também são importantes para a comunicação e publicação, o portfólio, os blogs, fotologs e videologs são recursos significativos para publicações interativas possibilitando uma fácil atualização e participação de outras pessoas.

São vários os recursos tecnológicos que alunos e professores podem utilizar para tornar as aulas e a aprendizagem mais significativa e interessante
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terça-feira, 15 de setembro de 2009

A escola de Vidro- Ruth Rocha


Quando a escola é de vidro

Naquele tempo eu até que achava natural que as coisas fossem daquele jeito.Eu nem desconfiava que existissem lugares muito diferentes...Eu ia para a escola todos os dias de manhã e quando chegava, logo, logo, eu tinha que me meter no vidro.É, no vidro!Cada menino ou menina tinha um vidro e o vidro não dependia do tamanho de cada um, não!O vidro dependia da classe em que agente estudava.Se você estava no primeiro ano ganhava um vidro de um tamanho.Se você fosse do segundo ano seu vidro era um pouquinho maior.E assim, os vidros iam crescendo à medida que você ia passando de ano.Se não passasse de ano, era um horror.Você tinha que usar o mesmo vidro do ano passado?Coubesse ou não coubesse.Aliás nunca ninguém se preocupou em saber se a gente cabia nos vidros.E pra falar a verdade, ninguém cabia direito.Uns eram muito gordos, outros eram muito grandes, uns eram pequenos e ficavam afundados no vidro, nem assim era confortável.Os muitos altos de repente se esticavam e as tampas dos vidros saltavam longe, às vezes até batiam no professor.Ele ficava louco da vida e atarraxava a tampa com forço, que era pra não sair mais.A gente não escutava direito o que os professores diziam, os professores não entendiam o que a gente falava...As meninas ganhavam uns vidros menores que os meninos.Ninguém queria saber se elas estavam crescendo depressa, se não cabiam nos vidros, se respiravam direito...A gente só podia respirar direito na hora do recreio ou na aula de educação física.Mas aí a gente já estava desesperado, de tanto ficar preso e começava a correr, a gritar, a bater uns nos outros.As meninas, coitadas, nem tiravam os vidros no recreio.E na aula de Educação Física elas ficavam atrapalhadas, não estavam acostumadas a ficarem livres, não tinham jeito nenhum para Educação Física.Dizem, nem sei se é verdade, que muitas meninas usavam vidros até em casa.E alguns meninos também.Estes eram os mais tristes de todos.Nunca sabiam inventar brincadeiras, não davam risada á toa, uma tristeza!Se a gente reclamava?Alguns reclamavam.Então os grandes diziam que sempre tinha sido assim; ia ser assim o resto da vida.A minha professora dizia que ela sempre tinha usado vidro, até para dormir, por isso é que ela tinha boa postura.Uma vez um colega meu disse pra professora que existem lugares onde as escolas não usam vidro nenhum, e as crianças podem crescer á vontade.Então a professora respondeu que era mentira.Que isso era conversa de comunistas.Ou até coisa pior...Tinha menino que tinha até que sair da escola porque não havia jeito de se acomodar nos vidros.E tinha uns que mesmo quando saiam dos vidros ficavam do mesmo jeitinho, meio encolhidos, como se estivessem tão acostumados que estranhavam sair dos vidros.Mas uma vez veio para a minha escola um menino, que parece que era favelado, carente, essas coisas que as pessoas dizem pra não dizer que era pobre.Ai não tinha vidro pra botar esse menino.Então os professores acharam que não fazia mal não, já que ele não pagava a escola mesmo...Então o Firuli, ele se chamava Firuli, começou a assistir as aulas sem estar dentro do vidro.Engraçado é que o Firuli desenhava melhor que qualquer um, o Firuli respondia perguntas mais depressa que os outros, o Firuli era muito mais engraçado...Os professores não gostavam nada disso...Afinal, o Firuli podia ser um mau exemplo pra nós...Nós morríamos de inveja dele, que ficava no bem-bom, de perna esticada, quando queria ele espreguiçava, e até meio que gozava a cara da gente que vivia preso.Então um dia um menino da minha classe falou que também não ia entrar no vidro.Dona Demência ficou furiosa, deu um coque nele e ele acabou tendo que se meter no vidro, como qualquer um.Mas no dia seguinte duas meninas resolveram que não iam entrar no vidro também:_Se Firuli pode por que é que nós não podemos?Mas dona Demência não era sopa.Deu um croque em cada uma, e lá se foram elas, cada uma pro seu vidro...Já no outro dia a coisa tinha engrossado.Já tinha oito meninos que não queriam saber de entrar nos vidros.Dona Demência perdeu a paciência e mandou chamar seu Hermenegildo que era o diretor lá da escola.Hermenegildo chegou muito desconfiado:Aposto que essa rebelião foi fomentada pelo Firuli.È um perigo esse tipo de gente aqui na escola.Um perigo!A gente não sabia o que queria dizer fomentada, mas entendeu muito bem que ele estava falando mal do Firuli.Seu Hermenegildo não conversou mais.Começou pegar os meninos um por um e enfiar á força dentro dos vidros.Mas nós estávamos loucos para sair também, e para cada um que ele conseguia enfiar dentro do vidro, já tinha dois fora.E todo mundo começou a correr do seu Hermenegildo, que era para ele não pegar a gente, e na correria começamos a derrubar os vidros.E quebramos um vidro, depois quebramos outro e outro mais e dona Demência já estava na janela gritando:_SOCORRO! VÂNDALOS! BÁRBAROS! (Pra ela bárbaro era xingação).Chamem os Bombeiros, o Exército da Salvação, a Polícia Feminina...Os professores das outras classes mandaram cada um, um aluno para ver o que estava acontecendo.E quando os alunos voltaram e contaram a farra que estava na 6ª série todo mundo ficou assanhado e começou a sair dos vidros.Na pressa de sair começaram a esbarrar uns nos outros e os vidros começaram a cair e a quebrar.Foi um custo botar ordem na escola e o diretor achou melhor mandar todo mundo pra casa, que era pra pensar num castigo bem grande, pro dia seguinte.Então eles descobriram que a maior parte dos vidros estava quebrada e que ia ficar muito caro comprar aquela vidraria toda de novo.Então diante disso seu Hermenegildo pensou um bocadinho, e começou a contar pra todo mundo que em outros lugares tinha umas escolas que não usavam vidro nem nada, e que dava bem certo, as crianças gostavam muito mais.E que de agora em diante ia ser assim: nada de vidro, cada um podia se esticar um bocadinho, não precisava ficar duro nem nada, e que a escola agora ia se chamar Escola Experimental.Dona Demência, que apesar do nome não era louca nem nada, ainda disse timidamente:_Mas seu Hermenegildo, Escola Experimental não é bem isso...Seu Hermenegildo não se perturbou:_Não tem importância.A gente começa experimentando isso.Depois a gente experimenta outras coisas...E foi assim que na minha terra começaram a aparecer as Escolas Experimentais.Depois aconteceram muitas coisas, que um dia eu ainda vou contar...



Fonte: Ruth Rocha